Seguro viagem para os Estados Unidos: o preço por milhão de teto
Nos Estados Unidos o teto de despesas médicas é a garantia que decide, e por isso o preço absoluto engana. A leitura útil é a divisão: quanto custa cada milhão de cobertura. Na nossa tabela americana, o contrato de entrada fica perto de R$ 300 por milhão e o de teto mais alto perto de R$ 240, ou seja, a oferta mais cara em reais é a mais barata por milhão. E o acréscimo cobrado pelo destino não é igual para todos: conforme o contrato, ele vai de cerca de 1,6 a cerca de 2,1 vezes o preço da mesma viagem à Europa.
Os Estados Unidos são o destino em que um seguro viagem mais se justifica, e o motivo é conhecido: uma internação hospitalar no país pode ultrapassar dezenas de milhares de dólares, pagos em dólar por quem não tem cobertura. O que quase nunca se encontra escrito é como comparar apólices quando é o teto que você está comprando. Este guia traz duas contas que a nossa própria tabela permite fazer.
Preço por milhão: a divisão que muda a escolha
Num destino em que o teto de despesas médicas é a garantia que decide, o preço absoluto engana. A conta que informa é outra: divida o preço pelo teto.
Na nossa tabela americana, o contrato de entrada custa cerca de R$ 300 por milhão de cobertura. O contrato de teto mais alto, que é o mais caro em valor absoluto, custa cerca de R$ 240 por milhão: por essa medida, ele é o mais barato dos cinco. E o mais caro por milhão não é nenhum dos dois, mas um contrato do meio da tabela, que cobra um preço intermediário por um teto baixo.
É a razão pela qual “peguei o mais barato” e “peguei o mais protegido” podem ser duas versões mal contadas da mesma escolha. Se você vai comprar teto, compre teto pelo melhor preço, e não o menor preço com o teto que sobrar.
O acréscimo americano não é igual para todos os contratos
A segunda conta isola uma variável única. Dois dos nossos três cenários têm exatamente a mesma duração, 15 dias, e só o país de chegada muda: comparar as duas colunas mostra quanto cada seguradora cobra pelo risco americano.
O acréscimo existe em todos os contratos, mas não na mesma proporção. Ele vai de cerca de 1,6 vez no contrato que menos sobe a cerca de 2,1 vezes no que mais sobe. Uma média esconderia exatamente o que interessa: o contrato que faz sentido na Europa não é automaticamente o que faz sentido aqui, porque a ordem da tabela muda de um cenário para o outro. O contrato que sobe mais em proporção é, aliás, o mesmo que continua sendo o mais barato por milhão de cobertura no destino: ele parte de um preço europeu baixo para o teto que oferece.
Onde os nossos dados param
Duas honestidades, porque elas mudam a leitura de tudo acima. A primeira: os números são de cinco contratos, os que o nosso comparador cota, e não do mercado brasileiro inteiro. A segunda: nenhuma seguradora brasileira do nosso levantamento publica preço nas fontes que lemos, então não há como colocá-la nessa comparação, e não vamos estimar um valor para preencher a coluna.
Para o visto B1/B2, as taxas consulares e a leitura das ofertas em Orlando, Nova York ou Miami, veja a nossa página seguro viagem para os Estados Unidos. Para a faixa de preços completa por destino, o guia quanto custa um seguro viagem. Para cotar as suas datas, use o comparador de seguro viagem.
Perguntas frequentes
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Seguro viagem é obrigatório para os Estados Unidos?
Não. Nem para a entrada, nem para o visto B1/B2: nenhum atestado de seguro faz parte do processo consular americano, ao contrário do que acontece num pedido de visto Schengen. As formalidades, a taxa consular e o detalhe do processo estão na nossa página de destino dos Estados Unidos. -
Qual teto de despesas médicas escolher para os Estados Unidos?
Compare o preço por milhão de cobertura, não o preço. Divida um pelo outro na nossa tabela americana: o contrato de entrada fica perto de R$ 300 por milhão, o de teto mais alto perto de R$ 240, e o mais caro por milhão é um contrato do meio da tabela, que cobra um preço intermediário por um teto baixo. Num destino em que o teto é a garantia que decide, é essa divisão que mostra o que o seu dinheiro compra. -
O destino encarece todos os contratos na mesma proporção?
Não, e essa é a informação que se perde numa média. Com 15 dias em todos os casos e só o país de chegada mudando, o acréscimo americano vai de cerca de 1,6 vez no contrato que menos sobe a cerca de 2,1 vezes no que mais sobe. A consequência prática: o contrato que você escolheria para a Europa não é necessariamente o que faz sentido para os Estados Unidos. -
Vale a pena baixar o teto para economizar numa viagem curta aos Estados Unidos?
É a economia que menos rende aqui. A duração muda o preço da apólice, não o preço de uma urgência, e é justamente o teto que separa os cinco contratos neste destino. Se o orçamento aperta, o corte faz menos dano nas garantias acessórias que na linha que você contratou para cobrir um hospital americano. -
E os planos das seguradoras brasileiras para os Estados Unidos?
Nenhuma das seguradoras brasileiras que analisamos publica preço nas fontes que lemos, e nós não estimamos um: um número inventado seria pior que a ausência dele. As análises de marca mostram os tetos que conseguimos ler nos documentos, e a comparação de preço fica restrita aos cinco contratos cotados no comparador.