Seguro viagem para a Europa: coberturas, preços e a melhor apólice
Brasileiros não precisam de visto para estadas curtas no espaço Schengen, e nenhuma apólice é pedida na fronteira. A referência de cobertura do espaço Schengen, 30.000 EUR (cerca de R$ 174 mil), quase não serve para escolher: a mais barata das cinco apólices que comparamos custa R$ 287 por 15 dias e já cobre R$ 1,7 milhão, quase dez vezes esse patamar. Na Europa, o que separa os contratos é o cancelamento, a área coberta e a bagagem, não o teto de despesas médicas.
- Bilhete emitido na hora
- Assistência 24h, sem adiantamento
- Pagamento seguro
A melhor cobertura
Qual é o melhor seguro viagem para a Europa?
- Despesas médicas R$ 4,1 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento R$ 8,7 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento R$ 52 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento Não incluído
1 viajante, 15 dias, do Brasil. Você vai para hellosafe.com, nossa própria ferramenta de cotação.
Formalidades de entrada do Brasil
Sem vistoSem visto para estadas curtas no espaço Schengen, e nenhum atestado de seguro pedido na fronteira: a apólice se escolhe pelas garantias.
Seguro não exigido, mas fortemente recomendado- Brasileiros podem permanecer até 90 dias em cada período de 180 dias no espaço Schengen, sem visto, para turismo ou negócios.
- O passaporte deve ter validade de pelo menos três meses além da data prevista de saída do espaço Schengen.
- Uma autorização de viagem ETIAS está sendo implementada pela União Europeia para viajantes isentos de visto: confira se já é exigida antes de embarcar.
- A referência de cobertura do espaço Schengen, 30.000 EUR em despesas médicas com repatriação, é exigida de quem pede visto: o brasileiro isento não precisa comprová-la, mas ela continua sendo um patamar útil.
- Cuidado com os destinos europeus fora do espaço Schengen, como o Reino Unido: eles podem ficar fora da área coberta pela apólice.
A referência de 30.000 EUR não decide nada aqui
Brasileiros entram na maior parte da Europa sem visto, e nenhuma apólice é pedida na fronteira. O número que todo mundo repete, os 30.000 EUR (cerca de R$ 174 mil) de despesas médicas do espaço Schengen, é o patamar cobrado de quem solicita visto. Para quem compara apólices no Brasil ele quase não serve como filtro: a mais barata das cinco que comparamos custa R$ 287 por 15 dias e já cobre R$ 1,7 milhão, quase dez vezes esse valor. Marcar essa casinha não elimina uma única opção da tabela.
Um detalhe atrapalha quem compara duas abas ao mesmo tempo. Boa parte da oferta brasileira anuncia teto em dólares, USD 30.000, USD 60.000, USD 100.000, e nós exibimos em reais. O 30.000 aparece nas duas telas sem ser a mesma moeda nem o mesmo valor. Coloque os dois números na mesma moeda antes de concluir que dois contratos são parecidos.
Na Europa, preço e teto se cruzam duas vezes
A tabela abaixo é o nosso levantamento para 15 dias, um viajante, chegada pela França ou pela Espanha. Ela desmente a intuição de que se paga pelo teto. O WorldSecure Basic sai por R$ 287 e cobre R$ 1,7 milhão. O Go Explore custa R$ 427, bem mais, e cobre menos: R$ 1,4 milhão, com bagagem de R$ 1,4 mil no lugar de R$ 6,6 mil. E o teto mais alto de toda a tabela, R$ 4 milhões, está no World Travel a R$ 459, abaixo dos R$ 542 e dos R$ 593 de duas apólices que param em R$ 2,8 milhões.
Ler a coluna de preço de cima para baixo, portanto, não dá a ordem das coberturas. São cinco contratos, não um mercado inteiro: é o levantamento do nosso comparador, e é dele que saem os preços desta página.
O que realmente separa as apólices: o cancelamento
Uma viagem à Europa se compra meses antes, com voo caro e reservas não reembolsáveis, e é aí que os cinco contratos deixam de se parecer. Só dois documentam um teto de cancelamento: R$ 52 mil no WorldSecure Platinum e R$ 8,6 mil no World Travel, seis vezes de diferença entre eles. Nos outros três não lemos nenhum valor de cancelamento, o que não significa zero: significa uma garantia a confirmar nas condições antes de fechar.
Depois disso, dois pontos práticos e nada mais. A área coberta precisa valer para todo o espaço Schengen, não só para o país do voo de ida, porque um roteiro Paris, Barcelona, Lisboa passa por três. E a duração contratada precisa incluir o dia da volta, não apenas as noites de hotel.
Preços
Quanto custa um seguro viagem para a Europa?
| Contrato | Teto médico | Repatriação | 15 dias |
|---|---|---|---|
| WorldSecure Basic | R$ 1,7 milhão | Custo real | R$ 287 |
| Go Explore | R$ 1,4 milhão | Custo real | R$ 427 |
| World Travel | R$ 4,1 milhões | Custo real | R$ 459 |
| WorldSecure Platinum | R$ 2,9 milhões | Custo real | R$ 542 |
| Go Explore + | R$ 2,9 milhões | Custo real | R$ 593 |
A letra miúda
O que verificar nas exclusões
O que checar
- Teto de cancelamento declarado: só duas das cinco apólices comparadas documentam um valor, R$ 52 mil e R$ 8,6 mil.
- Área coberta em todo o espaço Schengen, e não apenas no país do voo de ida.
- Duração contratada que cubra o dia da volta, e não só as noites de hotel.
- Esportes de inverno declarados, se o roteiro passar pelos Alpes ou pelos Pirineus.
- Teto de bagagem, num roteiro de trem com várias trocas.
Exclusões comuns
- Doenças preexistentes não declaradas na contratação.
- Consultas de rotina e tratamento programado durante a viagem.
- Esportes de risco fora do que a apólice prevê.
- Países do roteiro fora da área coberta, como o Reino Unido.
- Dias além da duração contratada, se a estada se estender.
Coberturas
O que o seguro viagem cobre a Europa
| Garantia | O que cobre | O que checar |
|---|---|---|
| Despesas médicas | Hospital e tratamento no espaço Schengen | De R$ 1,7 milhão a R$ 4 milhões nas cinco apólices comparadas, e o teto mais alto não é o contrato mais caro. |
| Repatriação | Retorno ao Brasil com acompanhamento médico | Incluída nas cinco apólices comparadas: não é aqui que os contratos se separam. |
| Cancelamento | Voos e hotéis não reembolsáveis | Documentado em duas das cinco, R$ 52 mil e R$ 8,6 mil; nas outras três não lemos teto algum. |
| Bagagem | Roubo ou extravio de malas | Confira o teto se o roteiro tiver trens e conexões: varia muito de um contrato para outro. |
| Responsabilidade civil | Danos causados a terceiros | Veja o valor antes de alugar carro, bicicleta ou equipamento de esqui na Europa. |
Perguntas frequentes
-
Preciso de seguro viagem para a Europa?
Não é uma exigência legal para brasileiros em estadas curtas: o passaporte é isento de visto e nada é pedido na fronteira. Continua sendo recomendado porque o visitante paga o atendimento hospitalar, e porque as garantias que resolvem uma viagem à Europa, cancelamento e área coberta, só existem se estiverem escritas no contrato. -
Brasileiro precisa de visto para a Europa?
Não, para turismo ou negócios de até 90 dias em cada período de 180 dias no espaço Schengen. É preciso passaporte válido e, à medida que a União Europeia implementa o sistema, uma autorização de viagem ETIAS. Confira a regra atualizada antes de embarcar. -
Qual teto de despesas médicas escolher para a Europa?
A referência do espaço Schengen é de 30.000 EUR em despesas médicas com repatriação, o patamar pedido de quem solicita visto. As cinco apólices do nosso comparador ficam todas muito acima dele, da mais barata em diante, então esse número não elimina nenhuma opção: a escolha se faz nas outras garantias. -
Quanto custa um seguro viagem para a Europa?
Para 15 dias e um viajante, com chegada pela França ou pela Espanha, as ofertas do nosso comparador vão de R$ 287 a R$ 593. A ordem de preço não é a ordem de cobertura: o teto mais alto da tabela, R$ 4 milhões, sai por R$ 459, menos que duas apólices que param em R$ 2,8 milhões. -
A apólice comprada para a França vale na Espanha e em Portugal?
Só se a área coberta for o espaço Schengen inteiro, e não o país de destino declarado. Num roteiro Paris, Barcelona, Lisboa, é a área coberta que decide, não o teto. Atenção também aos destinos europeus que ficam fora do espaço Schengen, como o Reino Unido. -
Um teto de USD 30.000 equivale à referência de 30.000 EUR?
Não. O número é o mesmo, a moeda não. Boa parte da oferta brasileira anuncia o teto em dólares e o nosso comparador exibe em reais: antes de concluir que dois contratos são equivalentes, coloque os dois na mesma moeda.
Fontes
- Portal Consular, Ministério das Relações Exteriores (gov.br) (consultado em 23 de jul. de 2026)
- HelloSafe, levantamento de preços display-offers (BRL) (consultado em 22 de jul. de 2026)