Seguro viagem para o Reino Unido e Londres: ETA, NHS e coberturas
Desde 8 de janeiro de 2025, um brasileiro precisa de uma ETA (Electronic Travel Authorisation) para entrar no Reino Unido, mesmo em visita curta sem visto. A ETA é uma permissão de viagem, não uma cobertura: no sistema de saúde britânico, o pronto-socorro é gratuito para todos, mas o tratamento a partir da internação é cobrado do visitante estrangeiro, a 150% da tabela nacional do NHS. O seguro viagem é o que cobre essa conta, além da repatriação sanitária.
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A melhor cobertura
Qual é o melhor seguro viagem para o Reino Unido?
- Despesas médicas R$ 4,1 milhões
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- Cancelamento R$ 8,7 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
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- Cancelamento R$ 52 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
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Formalidades de entrada do Brasil
Autorização eletrônica de viagemDesde 8 de janeiro de 2025, a ETA é obrigatória para passaporte brasileiro entrar no Reino Unido, mesmo sem visto.
Seguro não exigido, mas fortemente recomendado- O Brasil consta na lista de nacionalidades sujeitas à ETA, para viagens ao Reino Unido a partir de 8 de janeiro de 2025.
- A ETA custa 20 libras esterlinas por solicitante e permite várias viagens de até seis meses cada, por dois anos ou até o passaporte vencer, o que ocorrer primeiro.
- A solicitação é on-line, antes do embarque; sem a ETA aprovada, o embarque pode ser recusado pela companhia aérea.
- Não há exigência de comprovante de seguro para a entrada de um visitante brasileiro no Reino Unido.
- A ETA vale para todo o território britânico, incluindo Londres: não existe uma formalidade específica da cidade.
- No NHS, o pronto-socorro (A&E) é gratuito para qualquer pessoa, mas o tratamento a partir da internação é cobrado do visitante estrangeiro, a 150% da tabela nacional.
- O Reino Unido não faz parte do espaço Schengen: uma apólice comprada para a Europa continental precisa citar também o território britânico.
A ETA autoriza a entrada, não cobre uma emergência
A ETA resolve um problema administrativo. Desde 8 de janeiro de 2025, o passaporte brasileiro está na lista de nacionalidades que precisam dessa autorização eletrônica para entrar no Reino Unido sem visto, e sem ela a companhia aérea pode recusar o embarque. A solicitação é feita on-line antes da viagem, custa 20 libras esterlinas e permite várias entradas, com estadas de até seis meses cada, durante dois anos ou até o passaporte vencer.
O que a ETA não faz é pagar uma conta de hospital. Ela é uma permissão de viagem, não uma cobertura. Um brasileiro em visita curta continua sendo, para o sistema de saúde britânico, um visitante estrangeiro. É aí que entra o seguro viagem: despesas médicas, repatriação sanitária e, conforme o roteiro, cancelamento de voos e hotéis não reembolsáveis.
Londres concentra as viagens, mas não muda as regras
A maior parte dos voos do Brasil para o Reino Unido chega a Londres, e é de lá que a maioria dos roteiros começa. Do ponto de vista das formalidades, nada muda por causa da cidade: a ETA vale para todo o território britânico, não existe uma regra própria de Londres e nenhum aeroporto londrino pede comprovante de seguro na chegada.
O que muda é a exposição prática de uma estadia urbana. Os dois acionamentos mais comuns não são dramáticos: um atendimento médico não planejado e um problema com bagagem ou com um objeto roubado. Sobre o primeiro, a regra do NHS é pública: o pronto-socorro (A&E) é gratuito para qualquer pessoa, mas isso não inclui o tratamento depois da internação, e quem não tem residência no país é cobrado a 150% da tabela nacional. Sobre o segundo, o que decide não é o nome do plano, é um número que varia muito mais do que se imagina: entre os cinco contratos do nosso comparador, o teto de bagagem vai de R$ 1,4 mil a R$ 11 mil, e o World Travel, nossa escolha da redação nesta página, fica em R$ 5,7 mil. São quase oito vezes de diferença entre as pontas por uma garantia que quase ninguém compara antes de pagar, e que num roteiro urbano decide se um notebook levado do quarto de hotel volta como prejuízo ou como indenização. Depois do valor, o prazo para registrar a ocorrência.
O ponto que passa despercebido: a área coberta
Muitos brasileiros combinam Londres com uma passagem por Paris, Lisboa ou Amsterdã na mesma viagem. Como o Reino Unido não integra o espaço Schengen, a lógica da apólice é diferente: aqui não existe a exigência de atestado com valor mínimo que os consulados Schengen aplicam ao visto, e uma apólice vendida como cobertura da zona Schengen pode simplesmente não valer no território britânico.
Vale dizer o que lemos do nosso lado: nos cinco contratos que publicamos, a área coberta é mundial, e não uma lista de países do espaço Schengen. O risco está nas apólices vendidas por outros canais com o rótulo de Europa, em que a lista pode simplesmente parar na fronteira do Schengen.
Antes de fechar, confira três pontos. Que a área coberta cite o Reino Unido de forma explícita. Que a duração contratada cubra a viagem inteira, escalas incluídas. E que a repatriação sanitária esteja incluída. São os três lugares onde uma recusa de reembolso costuma nascer.
A letra miúda
O que verificar nas exclusões
O que checar
- Área coberta que cite o Reino Unido de forma explícita, e não apenas o espaço Schengen.
- Teto de despesas médicas compatível com uma internação cobrada como particular.
- Procedimento definido para o momento da internação, quando a cobrança do NHS ao visitante começa: quem liga para quem, e em quanto tempo.
- Cobertura da duração completa da viagem, incluindo as escalas.
- Teto de bagagem e condições de declaração de roubo, numa estadia urbana.
Exclusões comuns
- Doenças preexistentes não declaradas na contratação.
- Acidentes ligados a álcool ou drogas.
- Esportes de risco fora do que a apólice prevê.
- Destinos fora da área coberta, num roteiro que combine Reino Unido e Europa continental.
- Viagem contra alerta oficial das autoridades.
Coberturas
O que o seguro viagem cobre o Reino Unido
| Garantia | O que cobre | O que checar |
|---|---|---|
| Despesas médicas | Hospital e tratamento no exterior | Teto compatível com uma internação cobrada do visitante estrangeiro. |
| Repatriação | Retorno com acompanhamento médico | Incluída, de preferência a custo real. |
| Área coberta | Países onde a apólice vale | O Reino Unido está fora do espaço Schengen; deve ser citado. |
| Cancelamento | Voos e hotéis não reembolsáveis | Útil num roteiro urbano comprado com antecedência. |
| Bagagem | Roubo ou extravio de malas | Confira o teto e o prazo para registrar a ocorrência. |
Perguntas frequentes
-
Um brasileiro precisa de visto para o Reino Unido?
Não precisa de visto para uma visita turística curta, mas precisa de uma ETA (Electronic Travel Authorisation). O Brasil consta na lista de nacionalidades sujeitas à ETA para viagens a partir de 8 de janeiro de 2025. É uma autorização eletrônica solicitada antes do embarque, diferente de um visto consular. -
Quanto custa a ETA para o Reino Unido e por quanto tempo vale?
A ETA custa 20 libras esterlinas por solicitante. Ela permite várias viagens ao Reino Unido, com estadas de até seis meses cada, durante dois anos ou até o passaporte vencer, o que ocorrer primeiro. -
A ETA substitui o seguro viagem?
Não. A ETA é uma permissão de entrada e não cobre nenhum custo médico. Nenhum comprovante de seguro é pedido para entrar no Reino Unido, mas isso não muda o fato de que um atendimento hospitalar é cobrado do visitante estrangeiro. São duas coisas separadas: uma autoriza a viagem, a outra paga a conta. -
O NHS atende um turista brasileiro de graça?
Só em parte. Segundo o próprio NHS, o atendimento no pronto-socorro (A&E) é gratuito para qualquer pessoa, mas isso não inclui o tratamento a partir do momento em que o paciente é internado. Quem não tem residência no país é cobrado a 150% da tabela nacional do NHS por esse tratamento. -
Preciso de um seguro específico para Londres?
Não existe apólice específica para Londres. A cidade segue as regras do resto do Reino Unido: a ETA vale para todo o território e nenhum aeroporto londrino pede comprovante de seguro na chegada. O que importa é que a área coberta da apólice cite o Reino Unido, e não apenas o espaço Schengen, e que o teto de bagagem faça sentido para uma estadia urbana. -
Quanto o seguro paga por uma mala ou um objeto roubado em Londres?
Depende do teto de bagagem do contrato, e a variação é grande. Entre os cinco contratos do nosso comparador, esse teto vai de R$ 1,4 mil a R$ 11 mil, com o World Travel em R$ 5,7 mil. Some a isso o prazo para registrar a ocorrência, que costuma ser curto e é a causa mais banal de recusa numa cidade grande. -
O seguro para a Europa Schengen serve para o Reino Unido?
Nem sempre. O Reino Unido não faz parte do espaço Schengen, então uma apólice comprada apenas para a zona Schengen pode não cobrir o território britânico. Não se aplica aqui a exigência de valor mínimo que os consulados Schengen fazem para o visto. Confira a área geográfica coberta antes de fechar a viagem.
Fontes
- GOV.UK, Apply for an electronic travel authorisation (ETA) (consultado em 25 de ago. de 2026)
- GOV.UK, Immigration Rules Appendix ETA National List (consultado em 25 de ago. de 2026)
- NHS, Access NHS services when visiting from abroad (consultado em 25 de ago. de 2026)
- Portal Consular, Ministério das Relações Exteriores (gov.br) (consultado em 23 de jul. de 2026)