Seguro viagem para os Estados Unidos: coberturas, preços e a melhor apólice
Um brasileiro não entra nos Estados Unidos com ESTA: o Brasil não faz parte do programa de isenção de visto, então é preciso um visto B1/B2 emitido pelo consulado. O seguro não é exigido para o visto, mas os custos médicos americanos estão entre os mais altos do mundo e não têm acordo com o SUS. Sem cobertura, uma internação é paga integralmente, quase sempre adiantada, e é por isso que o teto de despesas médicas decide a escolha da apólice.
- Bilhete emitido na hora
- Assistência 24h, sem adiantamento
- Pagamento seguro
A melhor cobertura
Qual é o melhor seguro viagem para os Estados Unidos?
- Despesas médicas R$ 4,1 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento R$ 8,7 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento R$ 52 mil
- Despesas médicas R$ 2,9 milhões
- Repatriação Custo real
- Cancelamento Não incluído
1 viajante, 15 dias, do Brasil. Você vai para hellosafe.com, nossa própria ferramenta de cotação.
Formalidades de entrada do Brasil
Visto obrigatórioNão existe ESTA para passaporte brasileiro: é preciso um visto B1/B2 emitido pelo consulado dos Estados Unidos.
Seguro não exigido, mas fortemente recomendado- O Brasil não está no Visa Waiver Program, o único que dá acesso ao ESTA.
- O visto B1/B2 se prepara on-line com o formulário DS-160 e se conclui com entrevista no consulado (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife ou Porto Alegre).
- A taxa do visto B1/B2 é de US$ 185 por solicitante, paga antes da entrevista e não reembolsável em caso de recusa.
- Ao contrário do visto Schengen, nenhum atestado de seguro faz parte do processo do visto americano.
Por que o seguro é o verdadeiro tema de uma viagem aos EUA
Ao contrário de um processo Schengen, o visto americano não exige nenhum atestado de seguro. A questão, então, não é administrativa, é financeira, e é mais séria aqui do que em quase todo lugar.
Os atendimentos médicos nos Estados Unidos estão entre os mais caros do mundo, e nenhum acordo liga o Brasil ao sistema de saúde americano. Um viajante sem seguro paga integralmente o que consome, e os hospitais costumam pedir um adiantamento antes mesmo de iniciar o atendimento. Uma queda, uma apendicite, um acidente de trânsito: o risco não é ser mal reembolsado, é ter de adiantar valores sem relação com o preço da passagem.
Quanto o país custa a mais, medido no mesmo contrato
Dá para medir o preço do sistema de saúde americano sem sair da nossa própria tabela. Mesmos contratos, mesma duração de 15 dias, mesmo viajante, e a única variável que muda é o destino: cotado para os Estados Unidos, o seguro sai por cerca de 1,8 vez o que custa para a Europa. O WorldSecure Basic pede R$ 287 para 15 dias na Europa e R$ 530 para os mesmos 15 dias nos Estados Unidos.
Essa diferença não é câmbio nem margem comercial: é o custo do atendimento que a apólice terá de pagar se algo acontecer, precificado por quem assume o risco. É a razão pela qual, nesta página, o teto pesa mais que o preço.
Orlando, Disney, Nova York, Miami: o mesmo país, duas viagens diferentes
Orlando e a Disney são, quase sempre, uma viagem em família. O que decide a apólice aqui não é só o teto: é saber até que idade os filhos entram na cobertura, se cada viajante precisa da própria apólice e se a duração contratada cobre o roteiro inteiro, que costuma ser mais longo que uma escapada urbana. Vale conferir também como o contrato trata os acidentes em parques, brinquedos e piscinas: eles entram nas despesas médicas, mas podem esbarrar na lista de atividades excluídas.
Nova York e Miami são outra viagem: mais curta, urbana, muitas vezes de compras. Aqui o critério que pesa é o teto de despesas médicas, porque uma urgência hospitalar em uma grande cidade americana está entre as mais caras do mundo, e o faturamento direto, para não adiantar do próprio bolso. Em Miami, olhe também o teto de bagagem.
O que decide a escolha da apólice
Sem um piso regulatório como os 30.000 EUR do visto Schengen, a escolha se faz nas garantias, não em um número a marcar. Depois do teto, o que mais pesa neste destino é o faturamento direto ao hospital: é ele que decide se você adianta valores e espera meses por um reembolso, ou se a apólice trata direto com o hospital no seu lugar.
Falta o cancelamento, e nos Estados Unidos ele tem uma particularidade: boa parte do orçamento é paga antes de embarcar, e não no destino. Passagem, hotel, ingressos de parque comprados meses antes, aluguel de carro: é dinheiro já gasto, que só volta se o contrato previr a causa do cancelamento. Confira a lista de causas junto com o teto, porque um teto generoso com uma lista curta devolve pouco.
Preços
Quanto custa um seguro viagem para os Estados Unidos?
| Contrato | Teto médico | Repatriação | 15 dias |
|---|---|---|---|
| WorldSecure Basic | R$ 1,7 milhão | Custo real | R$ 530 |
| Go Explore | R$ 1,4 milhão | Custo real | R$ 759 |
| WorldSecure Platinum | R$ 2,9 milhões | Custo real | R$ 947 |
| World Travel | R$ 4,1 milhões | Custo real | R$ 950 |
| Go Explore + | R$ 2,9 milhões | Custo real | R$ 962 |
A letra miúda
O que verificar nas exclusões
O que checar
- Teto de despesas médicas: no nosso levantamento para os EUA ele vai de R$ 1,7 milhão a R$ 4 milhões.
- Faturamento direto com o hospital, para não adiantar do próprio bolso.
- Teto de bagagem, numa viagem de compras: entre as apólices comparadas vai de R$ 1,4 mil a R$ 11 mil.
- Cancelamento e interrupção, num roteiro caro comprado com meses de antecedência.
- Cobertura das atividades previstas, parques e brinquedos incluídos.
Exclusões comuns
- Doenças preexistentes não declaradas na contratação.
- Acidentes ligados a álcool ou drogas.
- Esportes de risco fora do que a apólice prevê.
- Viagem contra alerta oficial das autoridades.
- Atendimentos fora da área geográfica coberta.
Coberturas
O que o seguro viagem cobre os Estados Unidos
| Garantia | O que cobre | O que checar |
|---|---|---|
| Despesas médicas | Hospital e tratamento no exterior | De R$ 1,7 milhão a R$ 4 milhões nas cinco apólices comparadas: aqui, prefira o topo da faixa. |
| Repatriação | Retorno com acompanhamento médico | A custo real; as três ofertas em destaque atendem. |
| Cancelamento | Voos e hotéis não reembolsáveis | Confira o teto e as causas antes de pagar ingressos de parque e diárias não reembolsáveis. |
| Bagagem | Roubo ou extravio de malas | De R$ 1,4 mil a R$ 11 mil entre as apólices comparadas, quase oito vezes de diferença. |
| Responsabilidade civil | Danos causados a terceiros | Útil em caso de acidente; confira o valor coberto. |
Perguntas frequentes
-
Um brasileiro pode viajar aos Estados Unidos com ESTA?
Não. O ESTA só é aberto aos cidadãos dos países do Visa Waiver Program, e o Brasil não faz parte. Um passaporte brasileiro exige um visto, na prática o B1/B2, para turismo, visita familiar ou negócios de curta duração. -
O seguro viagem é obrigatório para entrar nos Estados Unidos?
Não, nem para a entrada nem para o visto B1/B2. Nenhum atestado de seguro é pedido, ao contrário do visto Schengen. Ainda assim, é fortemente recomendado por causa do custo dos atendimentos médicos no país. -
Qual teto de despesas médicas escolher para os Estados Unidos?
Não existe um mínimo legal, mas dado o custo dos atendimentos, quanto mais alto melhor. No nosso comparador o teto vai até R$ 4 milhões. O critério que decide é uma cobertura médica larga com repatriação a custo real e, de preferência, faturamento direto ao hospital. -
Quanto custa o visto B1/B2 saindo do Brasil?
A taxa do visto B1/B2 é de US$ 185 por solicitante, paga antes da entrevista no consulado e não reembolsável em caso de recusa. Esse valor não inclui o seguro nem os demais custos da viagem. -
Quanto custa um seguro viagem para os Estados Unidos?
Para 15 dias e um viajante, as ofertas contratáveis no Brasil vão de cerca de R$ 530 a R$ 962, com tetos de despesas médicas de R$ 1,7 milhão a R$ 4 milhões. Mas o preço não compra teto de forma linear: no topo da nossa tabela, R$ 15 separam três contratos, e nesse intervalo o teto vai de R$ 2,8 milhões a R$ 4 milhões e volta a R$ 2,8 milhões. Na base, a diferença compra teto: R$ 530 dão R$ 1,7 milhão. No topo, o que separa as ofertas é o resto, responsabilidade civil, bagagem e cancelamento. -
Preciso de um seguro diferente para levar as crianças a Orlando e à Disney?
Não existe uma apólice específica de parque. O que muda é a leitura do contrato: confira até que idade os filhos entram na cobertura, se cada viajante precisa da própria apólice e se a duração contratada cobre a viagem inteira. Acidentes em parques e piscinas entram nas despesas médicas, mas vale ler antes a lista de atividades excluídas. -
Uma viagem curta a Nova York ou Miami permite baixar o teto de despesas médicas?
Não é por aí que se economiza. A duração muda o preço da apólice, não o custo de uma urgência: uma internação de poucos dias já pode consumir boa parte de um teto baixo. Mesmo em uma viagem curta, mantenha um teto largo e o faturamento direto ao hospital, e ajuste antes as garantias acessórias.
Fontes
- Consulado-Geral dos EUA no Brasil, vistos (consultado em 23 de jul. de 2026)
- U.S. Department of State, visto de visitante B1/B2 (consultado em 23 de jul. de 2026)
- HelloSafe, levantamento de preços display-offers (BRL) (consultado em 22 de jul. de 2026)